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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Dossiê - O Protagonismo Indígena e Museu: abordagens e metodologias

 

 

Essa semana tenho vivido um daqueles momentos em que as práticas coletivas que construo mostram suas forças e, portanto, me fazem ser forte por que junto somos. Partilho aqui a publicação que participo coletivamente com Juliana Siqueira e Aline Zanata, sempre com a troca afetiva e firmeza de princípios de Marília Xavier Cury e a sabedoria raiz de Dirce Jorge e toda a força do povo Kaingang. Viva o Museu Worikg! 


 

 

v. 10 n. 19 (2021): Dossiê Protagonismo indígena e museu: abordagens e metodologias

Ensinamentos decoloniais do Museu Worikg e suas curadoras Kaingang Juliana Maria de Siqueira, Aline Antunes Zanatta, Sônia Aparecida Fardin

https://periodicos.unb.br/index.php/museologia/article/view/34580 


segunda-feira, 24 de maio de 2021

Produções audiovisuais – autoria, coautoria e pesquisa




Acesse meus vídeos


Nair Benedicto - InQUIETAmente

Documentário em vídeo.

Duração: 15 min. N-Imagens, Brasil, 2020.

Roteiro de Nair Benedicto

Direção e edição: BENEDICTO, Nair; FARDIN, Sônia A.

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=f3sOBJI2uoE

 

Nair Benedicto - Depoimento para o Projeto Arte e Diálogo na Quarentena

Documentário em vídeo.

Duração: 08 min. N-Imagens, Brasil, 2020.

Roteiro de Nair Benedicto

Direção e edição: BENEDICTO, Nair; FARDIN, Sônia Ap. Fardin.

Local da estreia: Museu Nacional de Belas Artes, RJ.

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=MbO2XedjuY

https://www.facebook.com/watch/?v=775276413208319

 

MEMÓRIA VIVA KAINGANG - Kujã Dirce Jorge - Museu Worikg

Documentário em vídeo.

Duração: 29 min. , Brasil, 2019.

Direção e edição: FARDIN, S. A.

Disponível em: https://youtu.be/xq_DA8aUtDQ




MUSEU WORIKG - ENCONTRO DA REDE DE MEMÓRIA E MUSEOLOGIA SOCIAL/SP.

Documentário em vídeo.

Duração: 29 min. , Brasil, 2020.

Direção e edição: FARDIN, S. A.

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EwoyVIeh0KU



Ciranda da Memória – museologia social

Documentário em vídeo. Duração: 29 min. Museu da Imagem e do Som de

Campinas, Brasil, 2016.

Direção e edição: FARDIN, S. A.; SIQUEIRA, J. M. (coautoria)

Local da estreia: Mostra Luta - Museu da Imagem e do Som de Campinas.

 


 

João Zinclar, a imagem militante

Documentário em vídeo. Duração: 29 min Campinas.Museu da Imagem e do Som

de Campinas, Brasil, 2013.

Direção e Pesquisa: FARDIN, S. A.; BUONICORE, A.; TOLEDO, O. A.; RICHTER, L.; SILVA,

M. (coautoria)

Local da estreia: Museu da Imagem e do Som de Campinas.

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KYD95zhe1f0

 


 

Toninho abrindo as portas do Palácio

Documentário em vídeo. Duração: 6 min. Museu da Imagem e do Som de

Campinas. Campinas, Brasil, 2013.

Direção e edição: FARDIN, S. A.

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=T14q9CAlzRo



Eu quero o mínimo pra falar - trajetória de Thomaz Perina,

Documentário em vídeo. Duração 29 min. CPFL Cultura: Campinas, Brasil,

2009.

Direção: CASSOLI, C.

Pesquisa: FARDIN, S. A

Produtora: Timbro Comunicação e Instituto Thomaz Perina.

Disponível em: https://vimeo.com/138866441


Exposições - curadoria e pesquisa


Evento: Autodeclaração, Samuel Pérsio

Curadoria e Pesquisa: FARDIN, S.

Instituição promotora: Estação Cultura - Campinas.

Tipo de evento: Exposição de artes visuais

Data: 19 de setembro a 12 de novembro de 2018.

Local: Estação cultura Campinas

Cidade do evento: Campinas, Brasil

Ver mais em: http://samuelpersio.art.br/


Evento: João Zinclar, a imagem militante

Curadoria e Pesquisa: FARDIN, S. A.; BUONICORE, A (coautoria)

Instituição promotora: Museu da Imagem e do Som de Campinas.

Tipo de evento: Exposição fotográfica

Data: 15 de outubro de 2013.

Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas.

Cidade do evento: Campinas, Brasil


Evento: Retratos de Perina: olhares sob a forma de arte

Curadoria e Pesquisa: FARDIN, S. A. (autoria)

Instituição promotora: Instituto Thomaz Perina

Tipo de evento: Exposição fotográfica

Data: março de 2010

Local: Instituto Thomaz Perina

Cidade do evento: Campinas, Brasil


Evento: Eu quero o mínimo pra falar - trajetória de Thomaz Perina

Curadoria e pesquisa: FARDIN, S. A. (autoria)

Instituição promotora: Instituto Thomaz Perina e CPFL Cultura

Tipo de evento: Exposição de artes visuais

Data: 06 de janeiro de2009

Local: CPFL Cultura

Cidade do evento: Campinas, Brasil

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Breve história de um Mouro em um Museu

Uma família de refugiados chega a uma grande cidade, onde milhares iguais a eles lutam para obter o suficiente para pagar um cômodo em bairros marcados pela fome, insalubridade e subemprego.
O homem jovem tem estudo, mas não tem trabalho, a moça grávida cuida das três crianças pequenas. Apesar do pouco espaço e recursos os dois cômodos em que se alojam torna-se lugar de apoio para muitos como eles, desterrados por lutar para mudar a ordem injusta.
O grupo de refugiados, suburbanos e desempregados encontra um lugar onde se reunir e acessar informações para escrever artigos e, principalmente, seguir com os planos de questionar a ordem vigente e construir uma forma de sociedade diferente da desigual e opressora que os empurrava à indigência. Sobre os encontros nesse lugar, escreveu o refugiado:
“nós, a escória da humanidade, estávamos sentados (…) tentando nos educar e preparar armas e munição para as batalhas do futuro…. As vezes não tínhamos o que comer, mas isso não nos impedia de ir ao museu (…) Alí pelo menos havia cadeiras confortáveis para sentar e ler, e no inverno havia o aquecimento que não tínhamos em nossa casa, isso quando tínhamos de fato uma casa ou onde morar” (MARX, 1851 apud GABRIEL, 2013, p. 281)
Na populosa e insalubre Londres da década de 1850 um museu público fez grande diferença para a atuação do refugiado de nome de Karl Marx que também era chamado pelo familiares de Mouro, o Museu Britânico. Quando o já centenário museu inaugurou uma ampla sala de leitura, em 1857, essa passou a ser um recurso fundamental, como espaço adequado para pesquisa e acesso à conhecimentos diversificados e atualizados, para Marx realizar seu trabalho de estudar e desvelar o modo de produção capitalista.

O bairro proletário onde a família Marx vivia ficava há 15 minutos de caminhada do museu. Os Marxs, como muitos outros despossuídos de bens e recursos, integravam a comunidade territorial vizinha ao primeiro museu público, secular e gratuito que se tem notícias. Uma instituição portentosa, criada sob a égide vitoriana, que mantinha um espaço físico e um acervo dedicado à oferecer condições arquitetônicas dignas e pluralidade de ofertas à leitura. Nessa sala, sobre a pilha de saberes acumulados pela ordem econômica que pariu a classe trabalhadora, um sujeito esfarrapado se debruçou para abalar os alicerces de uma e fomentar a auto-organização da outra.
A importância da sala de leitura do Museu Britânico no cotidiano de trabalho de Karl Marx é apenas um dos muitos exemplos possíveis da potencialidade concreta que museus, casas de cultura, bibliotecas e centros culturais agregam à produção de conhecimento pela classe trabalhadora e para a emancipação da classe trabalhadora.
Sem incorrer em comparações extemporâneas, penso não ser exagero ver semelhanças entre estes recursos culturais e logísticos, que deram impulso ao trabalho de Marx, com o acesso a um computador público e uma rede gratuita de internet de banda larga nas casas de cultura das periferias nos dias de hoje. Assim como guardam similitudes nas possibilidades de convívio com outros sujeitos da mesma comunidade em busca de acessar e produzir conhecimentos em um ambiente de estímulo ao livre pensar.
Faço menção hoje — véspera do Dia Internacional dos Museus — a essa breve história de um Mouro em um Museu, como singela homenagem aos trabalhadores e usuários dos museus de todos os tipos, formatos e propostas, em especial aos que são ocupados como trincheiras na luta por um mundo em que o conhecimento não seja mais um privilégio, mas sim o contrário, como escreveu o Mouro
“Os senhores da terra e do capital sempre usarão seus privilégios na defesa de seus monopólios econômicos (…) Conquistar o poder político tornou-se portanto, o grande dever das classes trabalhadoras… Um elemento para o sucesso elas possuem — são maioria; mas a maioria numérica só pesa na balança se unificada pelo grupo e conduzida pelo conhecimento” ( MARX, 1864 apud GABRIEL, 2013, p. 417)
Sônia Aparecida Fardin
Campinas, 17 de maio de 2020
(em memória de Augusto Buonicore (1960–2020))
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Pretendo partilhar aqui algumas reflexões obre o que avalio ser urgente indagar no que toca aos museus e afins, nesse tempo já inaugurado mas que ainda não logramos nominar devidamente.
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FONTES
GABRIEL, Mary. Amor e Capital — A saga familiar de Karl Marx e a história de uma revolução. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.